sábado, 30 de maio de 2015

Capítulo 9

Como ele pode ir pra cama com outra depois daquele momento que tivemos? Não passou de uma mera encenação pra me levar pra cama, certamente. Pois era essa a intenção dele e depois me rejeitar como essazinhas que ele está habituado a comer. Mas ele está muito enganado se acha que vai conseguir. Fiz o que tinha pra fazer e molhei a cara tentando relaxar um pouco mas aquela imagem não saía da minha mente. Argh, cafajeste, canalha, eu quase caí naquela ladainha toda. Saio do banheiro em silêncio para que ele não perceba que estou ali, mas mesmo assim ele não perceberá, com os gemidos da outra torna-se um caso complicado. Mas quando levanto meu rosto para voltar para o quarto de Bruna me deparo com ele escorado na porta do seu quarto me avaliando. Engulo em seco e quando dou um passo pra sair ele me segura.



- Espera. Precisámos conversar. - fala firme e puxo meu braço.

- Não temos nada pra falar, já percebi o tipo de homem que você é e a idiota que eu seria se tivesse prosseguido hoje mais cedo. Você confirma a cada dia aquilo que eu já sabia, que você é um sem vergonha que não vale nada.

- Pára com isso. Me deixa explicar.

- Você não me deve explicações, não me é nada. - falo com raiva e ele se aproxima me fazendo recuar.

- Mas eu não quero que você pense o pior de mim.
- Tarde demais. Mas quer saber de uma coisa? Você poderia comer quantas quisesse, mas depois do que se passou mais cedo com a gente esperava um pouco mais de consideração e respeito. E pior é que você estava fazendo besteira debaixo do teto onde a sua mãe e a sua irmã estão. - esbracejei e ele bufou visivelmente nervoso.
- Como você disse não temos nada e eu não te faltei ao respeito coisa nenhuma.
- Claro que não, eu que sou a doida. - ele ia protestar e meu celular tocou.


- Alô Fê.
- Oi bonequinha, liguei pra te chamar para um barzinho agora, cê topa? A gente pode comer alguma coisa por lá.
- Claro gatinho, eu vou sim. Pode me pegar no Alphaville, estou em casa da Bruna? - Olhei Luan que cerrou os punhos e passou a mão nos cabelos freneticamente.
- Mas é óbvio que eu te busco. Em 15 minutos estou aí.
- Até já Fê, beijo grande.


Assim que desliguei Luan me olhava indecifrável e virei costas para sair mas novamente fui interrompida pelo braço dele me puxando para o seu quarto.


- Me larga otário. - resmunguei e ele me prensou na porta.
- "Fê, gatinho, beijo grande". - repetia o que eu tinha dito com certo desdém - Depois sou eu que te falto ao respeito e não tenho consideração. Você só estava esperando ele te ligar para sair correndo atrás daquele malacabado.
- Não fala assim do Felipe, ele é muito melhor do que você.
- Então porque não namora com ele e pára de me atormentar com as suas provocações? - me olhava bem próximo e não tinha como desviar.
- Não é da sua conta. Aliás, nada que acontece na minha vida é da sua conta. Não te devo nada. Você será apenas meu patrão e companheiro de clipe, o resto é resto e não passa disso. - falei frustrada e se ele não segurasse meus pulsos eu teria voado na cara dele.
- Fique sabendo que eu posso ser o maior canalha do mundo mas também sei ser o homem que toda a mulher sonha.  E não adianta dizer que não sonhou comigo uma única vez pelo menos. Tô mentindo? - Senti seu hálito a menta se misturar com a minha respiração e busquei forças onde não imaginava para o empurrar e sair correndo do seu quarto.


Bruna estava no notebook e assim que entrei estranhou a demora e o meu estado um pouco nervoso. Menti dizendo que estava com calor e que tinha de ir porque o Felipe me esperava. Ela liberou a entrada dele e depois de me despedir dela saí.


- Oi princesa. - me cumprimentou e puxou meu rosto para me dar um selinho, mas desviei sentindo os seus lábios em meu rosto.
- Vamos Fê? - sugeri e ele me olhou estranho mas não contestou, dando partida no carro.


Chegámos num barzinho e pedimos uma pizza doce e outra salgada. Embora tivesse todo o cuidado com a minha alimentação por causa da dança, precisava de algo assim para me acalmar e me fazer esquecer do que anda acontecendo. Como é que alguém consegue mexer tanto assim com todos os meus sentidos e me fazer ao mesmo tempo odiá-lo e desejá-lo? Mas eu iria seguir em frente, ah se ia. A vida me ensinou a ser fria e se fosse preciso, comigo ele conheceria o polo norte. Felipe estava todo carinhoso comigo, me acariciando as mãos, os braços, o cabelo e depositando leves beijos em meu rosto, e até me roubando selinhos sem eu contar. Ele era meu amigo, mas não sentia nada por ele a não ser amizade, ele me fazia bem e foi por isso que aceitei ficar com ele algumas vezes.


- Quero te levar num lugar aí. - falou assim que terminámos a nossa bebida mais forte.
- Que lugar?
- Uma praça  pra gente ficar mais à vontade. - falou com segundas intenções e se eu queria fugir de qualquer investida dele, naquele momento vi a oportunidade ideal de esquecer os momentos anteriores e ter uma bela noite de safadeza, mesmo que não passasse apenas disso.
- Tô entendendo. - mordi o lábio - Vamos logo Fê. - puxei-o para fora e assim que ele deu partida no carro senti sua mão em minha coxa com leves movimentos circulares.


A pracinha era pouco movimentada, e ele estacionou numa zona solitária, onde não havia ninguém. Assim que tirámos os cintos ele me pegou pelo cabelo e me levou até à sua boca sedenta. Subi para o seu colo e fui me movimentando em cima de si. Seus beijos ferozes desceram para o meu pescoço e soltei leves gemidos percebendo o sentido que a sua mão levava rumo à minha bunda. Ele despiu minha blusa e foi tecendo beijos em meus seios. A pegada do Fê não era nada comparada à de Luan. Mas porque raios estava eu pensando nele agora? Esquece Maria Clara Albuquerque.


- Você me deixa louco Clarinha. Aguardava este momento há tanto tempo. - me confessou ao ouvido - Hoje você será só minha. - aquelas palavras foi como um despertar e num impulso nos parei o empurrando contra o banco me olhando sério e confuso.
- Isto é um erro. - afirmei, eu não poderia transar com o Felipe, estaria sendo igual ou pior do que o Luan e isso eu não o era. - Desculpa. - choraminguei - Eu não consigo fazer isso. - vesti minha blusa. - Eu juro que queria mas você não me merece, você merece alguém que te adore de verdade como homem. Obrigado por ser um grande amigo mas eu não me sentiria bem se a gente continuasse, eu sei que me arrependeria...
- Hey amor. - me interrompeu emoldurando minha face com suas mãos - Não tem problema. Eu entendo tudo isso. Apesar de eu querer mais com você, eu respeito a sua decisão. - limpou uma lágrima teimosa que caiu de meu rosto. - Não vamos estragar a linda amizade que temos por causa de um momento em que fomos levados por desejos e não sentimentos.
- Obrigado Fê. - o abracei - Eu queria poder retribuir tudo aquilo que você sente por mim, mas eu não consigo.
- Já passou. - beijou meu ombro descoberto. - Agora se arruma pra te deixar em casa.
- Eu não quero ir pra casa, acho que vou ficar por aqui mesmo. Respirar um pouco e clarear as ideias.
- Tem certeza, não te quero deixar sozinha por aqui.
- Não se preocupa, nada me vai acontecer. Depois pego um táxi e vou pra casa.
- Me avisa quando chegar. - assenti e voltei para o banco de carona me ajeitando.


Lhe dei um beijo no rosto e saí pensativa demais. Minha cabeça estava girando. Eu sabia o que queria, quer dizer, quem queria. Mas também tinha a certeza que depois tudo seria diferente para pior. Não posso negar que me sinto altamente atraída por Luan e que quero que a todo o momento ele me provoque e me desafie, me sinto mais viva e confiante. Mas depois de tudo por que passei não me posso apegar a esse pensamento. Luan viraria vício e não estou pronta para o suportar, pois acabaria sofrendo de novo. Se bem que a única maneira de acabar com todo este turbilhão é me desapegar de qualquer coisa e cair de cabeça, ele se aproveitaria de mim e eu dele, mas sei que no final ele ultrapassaria esse momento mais facilmente do que eu, que ficaria paranoica só de imaginar cada detalhe.
Depois de um tempo vagueando por ali decidi chamar um táxi. Como não vi nenhum ponto ali perto fui a um café bem pequenino que se encontrava num canto da praça.


- Boa noite, sabe me dizer onde posso encontrar um táxi por aqui?
- Boa noite senhorita. - o dono me recebeu com um sorriso meigo - É meio difícil encontrar um táxi por aqui a uma hora dessas. Normalmente eles não passam aqui não, o melhor e mais seguro é você ligar a alguém conhecido para te vir pegar.
- Sério? - indaguei derrotada - Sabe me dizer onde eu estou ao certo? Não conheço muito daqui ainda.
- Claro, está na Praça das Luzes.
- Obrigado. - pedi uma água fresca e saí pensando em quem ligaria.


Não iria ligar ao Felipe, pois não queria voltar a vê-lo. Hugo não estava em SP, meus pais muito menos. Beatriz, é isso. Disquei o seu número e só depois me lembrei que ela estava acompanhada e não queria estragar esse momento. Não me restavam muito mais pessoas. Desde que me mudei para cá que só fiz amizade com Beatriz e Felipe e mais recente com Bruna. Claro que tinha outros conhecidos, mas não tinha confiança nenhuma para lhes pedir ajuda, até porque os poucos que eram deveriam estar trabalhando ou na faculdade. Pensei, pensei e lembrei de Bruna.


- Bruna? Preciso da sua ajuda. - fui logo falando.
- Opa, troca de favores é? - disse brincando. - Fala Clarinha.
- Você pode me pegar numa praça aqui em SP, não tem ponto de táxi e eu não tenho como voltar pra casa.
- Cê não estava com o Fê?
- Estava, mas é uma história complicada, eu que quis ficar sozinha e acabei me dando mal. - ri triste.
- Amiga, eu te pegaria com todo o gosto mas meu carro está na oficina e meu pai ainda não chegou do escritório. E a Ferrari do meu irmão é pra esquecer, ele não me deixa sequer entrar nela no carona sem ele - falou com calma como se desculpando. - A não ser que...
- Não Bruna. - a interrompi, ela que nem pensasse em pedir a Luan pra me buscar. -Não tem problema, eu vou arrumar alguém.


Desliguei e bebi metade da garrafa me sentando num banco daquela pracinha pequena mas acolhedora. Liguei para o Felipe mas só dava caixa postal, com certeza tinha descarregado. Bufei impaciente e nervosa. Não seria possível que eu fosse ficar ali sozinha sem ajuda, a imagem dele veio à cabeça. Aliás, ele ainda não tinha saído dela. Eu teria de engolir meu orgulho e admitir que ele era a única pessoa capaz de me ajudar. 




Boa noite amorecos *-* Eita, Luan parece querer se explicar e Maria Clara lhe dá um gelo daqueles kkkkkk Ainda por cima o provoca com o Fê, mas parece que depois de deu mal e quem a irá salvar? Luan kkkkkk Será que vai dar certo? kkkkk Comentem bastante  <3 Beijos enormes !!

10 comentários:

  1. meeeeeeeeeu Deus, eu preciso de mais, ta mt perfeito, to ansiosa aushhusauas beijos

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    1. Amanhã tem mais e vem muita coisa por ai,aguarde ahah Beijos Mary *.*

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  2. Criiis a Maria Clara e o Luan são simplesmente perfeeeeeitos ! Não comentei os capítulos anteriores mas estou apaixonada por essa fanfic <3 Tô na fissura agora ahah *O*


    Priscila

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    1. Obrigado Pri *-* Tinha saudade sua ahahah Beijos amor !

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  3. Essa carona promete coisa boa em ❤️🙈

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    1. Coisa boa? kkkkkkk Sei não amorzinho ahah <3

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  4. Ai, tadinho do Felipe, gente. Foi todo animado e a Clara cortou ele kkkkk. Mas ele foi compreensivo.
    E essa carona? Hmmm. Deixa eu ler o próximo.

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    1. kkkkkkk A Clara anda cortando demais, primeiro o Luan depois o Fê kkkkk Maldade !

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